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sábado, 13 de agosto de 2011

Caixa tem R$ 39 bi para financiar a casa própria

Estado de São Paulo corresponde a 25% da demanda por crédito para moradia, o que, nesse total de recursos, representa R$ 9,75 bilhões

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal ainda tem R$ 39 bilhões disponíveis para emprestar para quem quiser comprar a casa própria até o fim do ano. Dos R$ 84 bilhões previstos para serem destinados ao setor de habitação em 2011, R$ 45 bilhões já foram contratados até o início de agosto. 

O Estado de São Paulo corresponde a 25% da demanda por crédito para moradia, o que, nesse total de recursos, representa R$ 9,75 bilhões.

O dinheiro destinado para o financiamento de imóveis pode ser ainda maior, de acordo com o banco estatal. Como o movimento de contratação dos financiamentos costuma ser maior no segundo semestre, a previsão para o ano deve ser analisada nos próximos meses e pode chegar a R$ 90 bilhões. 

Essa seria a segunda revisão para cima do volume destinado ao financiamento feita pela Caixa.

No primeiro semestre deste ano foram realizados R$ 34,7 bilhões em negócios imobiliários pelo banco. 

O valor é 20% maior do que o movimentado no mesmo período do ano passado, informou ontem o vice-presidente de governo e habitação do banco, José Urbano Duarte. 

"Esse crescimento não contabiliza os contratos do programa Minha Casa, Minha Vida de zero a três salários mínimos feitos no primeiro semestre do ano passado, pois não tivemos esse tipo de contratação nos primeiros seis meses deste ano", explicou Duarte. 

Se essa modalidade estivesse contabilizada, o volume de crédito imobiliário concedido seria 3,4% superior na comparação entre o mesmo período dos dois anos.

Ao todo foram 496.351 unidades financiadas nos seis primeiros meses deste ano, sendo 51% dos contratos para pessoas que ganham até dez salários mínimos e se incluem programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Desempenho

A Caixa detém 75% do mercado de financiamento imobiliário nacional, com uma carteira de R$129,3 bilhões emprestados. São três milhões de contratos, com prazo médio de pagamento de 181 meses e 80,4% dos clientes com idade de até 45 anos. A taxa de inadimplência em junho deste ano ficou em 1,72%.

Dos recursos da Caixa para financiamento imobiliário, 49,2% vêm do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 49,8% são de recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE).

Na opinião do presidente da instituição Jorge Hereda, não há temor de escassez de recursos para o financiamento imobiliário, como o setor de habitação já manifestou. "Estamos equacionados até 2013 e os recursos não vão acabar. A poupança não vai acabar. Se no ano que vem for necessário crescer 30% nesse setor, vamos crescer", disse.

Hereda afirma que um possível agravamento da turbulência econômica que atinge Europa e Estados Unidos já está em discussão na instituição. 

"Não vamos tomar uma medida prévia e adiantar a crise. Os bancos privados erraram em 2008 ao limitar o crédito e perderam mercado. Vamos cumprir o nosso papel, se o governo precisar", afirmou Hereda.

A Caixa já analisa outras formas de levantar recursos para o crédito imobiliário. Uma seria a securitização dos ativos imobiliários, ou seja, transformar a dívida de financiamento em títulos comercializados no mercado financeiro. 

Um teste já foi feito com esses títulos, no valor de R$ 250 milhões, para investidores com capital a partir de R$ 10 mil. "Tivemos êxito, com 1,6 mil investidores comprando esses títulos. Foi importante para sentir o apetite do investidor", declarou Márcio Percival vice-presidente de finanças da Caixa.

Fonte: estadao.com.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Caixa busca alternativa para financiar imóvel sem subir juros

Para reagir a um possível esgotamento de sua maior fonte de recursos para crédito imobiliário, a Caixa Econômica Federal estuda alternativas à poupança para o financiamento habitacional.

O presidente da Caixa, Jorge Fontes Hereda, afirmou que o ideal é que a poupança, tradicional fonte de recursos da habitação, não seja a única forma de bancar a compra de imóveis.

"Estamos estudando alternativas. Uma delas é um maior mix de LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e poupança", afirmou ele.

"Se não conseguirmos, os juros vão aumentar", completou Hereda. O vice-presidente de finanças da Caixa, Márcio Percival, afirmou, porém, que a situação está equacionada até o final de 2012. "O aumento de juros dos financimentos de imóveis da Caixa vai depender da mudança de estrutura de captação de recursos, que deve ocorrer em 2013", disse.

Líder no empréstimo para aquisição de imóveis no país, com uma fatia de cerca de 75% do mercado, a Caixa teve crescimento de 48,8% em sua carteira habitacional em comparação ao ano passado, de acordo com o resultado trimestral divulgado nesta quinta-feira.

Até este mês, o banco já concedeu R$ 45 bilhões em empréstimos e prevê atingir R$ 90 bilhões até o final do ano --um aumento de 20% em relação a 2010--, número que foi revisto para cima por conta do crescimento.

Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), de janeiro a junho, R$ 37 bilhões do crédito imobiliário vieram da poupança, o que representou 45% da meta ante 40% em 2010.

REGRAS

No SFH (Sistema Financeiro de Habitação), o trabalhador pode usar o saldo da sua conta individual do FGTS para reduzir o financiamento. No SFH, as moradias devem ser avaliadas em até R$ 500 mil.

Uma das fontes de recursos do SFH é o FGTS, que reúne as contas de todos os trabalhadores e tem juros limitados a 8,16% ao ano mais TR. A linha é direcionada para moradias até R$ 170 mil e para famílias com renda mensal até R$ 4.900.

A outra fonte do SFH é a poupança. Atualmente, as instituições financeiras são obrigadas a direcionar 65% dos depósitos na caderneta para o crédito imobiliário.

A taxa de juros é limitada a 12% ao ano mais TR para financiamentos habitacionais que utilizam 52% dos depósitos da poupança. Os outros 13 pontos percentuais --que completam os 65%-- podem ser direcionados para moradias fora do SFH, logo acima de R$ 500 mil, ou imóveis comerciais de qualquer valor. Nesses dois casos, não há limite para a taxa de juros.

CRISE

De acordo com Hereda, a Caixa está preparada para aumentar a concessão de crédito. "Temos discutido essa possibilidade nas reuniões do conselho e estamos dispostos a cumprir nosso papel de banco público", disse.

Durante a crise de 2008, junto com o Banco do Brasil, a Caixa continuou com o crédito em expansão para estimular a economia. A providência foi adotada a pedido do governo.

Para Hereda, as instituições bancárias privadas erraram ao pisar no freio na crise de 2008.

"Eles perderam espaço e a Caixa conseguiu aumentar sua penetração no segmento comercial", afirmou ele.

MINHA CASA, MINHA VIDA

O vice-presidente de Governo da Caixa, José Urbano Duarte, afirmou que o banco está preparado para implementar as mudanças de limite e de faixa salariais que estão sendo discutidas pelo governo quando forem aprovadas.

"Nossos sistemas e simuladores já estão adaptados para essas mudanças quando elas acontecerem", disse.

Quanto à dificuldade de se encontrar imóveis dentro da faixa de preços estipulada pelo Minha Casa, Minha Vida, Hereda afirmou que o governo precisa se unir.

"Para a maior parte do país, esses recursos são suficientes. Mas, em São Paulo, os terrenos são mais valorizados. Por isso, há necessidade de as três esferas de governo (municipal, estadual e federal) se unirem", afirmou.

Fonte: folha.com.br

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Obras e reformas são capazes de incrementar em até 30% o valor de venda

Obras mais rápidas

A modernização de algumas técnicas e a ampliação da tecnologia nos processos da construção civil refletiram também nas reformas residenciais. O que era demorado e complicado agora pode ser mais ágil. 

De acordo com a engenheira e supervisora de obras da EPO, Márcia Santos Arruda, em linhas gerais, uma ampliação de área externa, por exemplo, que levaria seis meses, pode ser feita hoje em 30 dias.

Ela explica que produtos e sistemas de estruturas modernos permitem a substituição das ferragens, tijolo e cimento, facilitando e acelerando o processo. 

"Utilizamos alternativas chamadas de serviços secos, onde construir uma parede é simples e rápido com o uso do stell framing ou do drywall, estratégias que nos permitem trazer a estrutura", define.

A aceleração dos processos favorece que as mudanças sejam feitas e, muitas vezes, as reformas são realizadas para valorizar o imóvel e ampliar o valor de venda no mercado. Uma nova pintura, a substituição da rede hidráulica e elétrica ou a troca das portas e janelas podem valorizar o imóvel e ajudar na hora de vender ou alugar.

Segundo profissionais do ramo, algumas mudanças são capazes de incrementar em até 30% o valor do empreendimento.

"Qualquer reforma valoriza um imóvel. Deve-se investir em bons acabamentos, melhora da circulação e, quando possível, entrada de luz natural. Às vezes, com pequenas mudanças, conseguimos modificar totalmente os espaços, valorizando e melhorando a visualização deste", garante.

Segundo a arquiteta Patrícia Guerra, da Faleiro Guerra Arquitetura, quem decide investir na renovação de um imóvel normalmente começa pelas áreas molhadas como cozinha e banheiro. 
"Os apartamentos mais antigos possuem uma metragem maior comparado com os mais novos e, normalmente, esses ambientes necessitam de melhorias", disse.

No entanto, Patrícia lembra dos problemas com as obras e recomenda sempre o auxílio de um profissional capaz de orientar esse processo para evitar complicações no decorrer do processo e após a entrega. 

"Uma reforma planejada de maneira equivocada pode virar uma dor de cabeça e não gerar nenhum retorno. Deve-se observar também o preço de mercado onde o imóvel está inserido, para que o investimento fique dentro da oferta da região", orienta. 

O valor que será gasto com uma reforma varia, dependendo do tipo de material usado e da obra feita. Porém, para a arquiteta Márcia Pacheco algumas medidas devem ser tomadas para evitar problemas. "É importante realizar a pesquisa de mão de obra, sendo necessário pelo menos dois orçamentos de profissionais diferentes. O ideal é que seja um preço fechado dos serviços para não ter surpresas desagradáveis", disse.

Com relação aos materiais usados, a arquiteta destaca que pesquisar os valores é importante, mas sem jamais deixar a qualidade cair. "Deverá ser observado o piso, a pintura e os materiais adequados para cada ambiente. Se possível vá devagar, sem ansiedade. Se tiver a possibilidade de arrumar e reformar aos poucos, não há o risco de quebrar tudo e não ter condições para terminar a mesma", afirma.

Brasileiros querem reformar a casa

As famílias brasileiras querem uma casa com cara nova. Isso é o que afirma uma pesquisa realizada pela associação Clube da Reforma. 

Segundo o estudo, as classes C, D e E são as que mais desejam realizar mudanças nos imóveis. Juntas, elas representam um total de quase 20 milhões de famílias que desejam fazer algum reparo na casa nos próximos 12 meses. 

A pesquisa identificou que, quanto menor a renda, maior a vontade de realizar obras. O crescimento dos gastos com reforma das classes C, D e E, entre 2003 e 2010, foi de 40% e 100%, respectivamente.

A pesquisa identificou também que o brasileiro com mais de 30 anos procura cuidar melhor da casa. Segundo o estudo, 69% dos entrevistados nessa faixa etária querem investir seu dinheiro no imóvel. Nessa idade também a maioria (83%) disse que a casa é o local onde se sentem melhor. 

O percentual cai para 65% entre os jovens com 15 e 24 anos, indica a pesquisa. O estudo ouviu 5.000 domicílios brasileiros nas principais regiões metropolitanas, no último trimestre de 2010.

Fonte: O Tempo Online

Quando uma reforma desvaloriza um imóvel

Especialistas afirmam que reformas completas com mudanças na planta com a intenção de valorizar um imóvel para venda são desperdício de tempo e dinheiro

São Paulo - O sonho de todo proprietário que deseja se desfazer de um imóvel é conseguir um bom preço. Muitas pessoas chegam a investir em reformas para deixar a residência mais atraente para potenciais compradores. Só que não há nenhuma garantia de que o dinheiro investido vai retornar para os bolsos do vendedor.

Atitude que especialistas do setor imobiliário consideram um erro financeiro. “Uma proprietária uma vez gastou uma fortuna com paisagista. O jardim ficou maravilhoso”, conta Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis, uma das maiores imobiliárias de São Paulo. O problema é que o novo proprietário literalmente arrasou com o jardim recém-construído para a construção de mais uma garagem.

A opinião de quem entende é unânime: grandes reformas, principalmente estruturais, feitas com a intenção de valorizar um imóvel são uma péssima ideia. Luiz Paulo Pompeia, diretor de estudos de mercado da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), crê que oferecer um imóvel bem conservado é de extrema importância para garantir uma boa velocidade de venda e preço coerente com o mercado. Contudo, ele alerta que qualquer coisa que vá além da pintura e atualização de pisos ou azulejos não justifica o custo e o esforço envolvido numa grande reforma. “Quem vende deve deixar a reforma para quem compra”, sugere.

Pompeia considera que, mesmo melhorias feitas na parte hidráulica e elétrica do imóvel, precisam ser bem-avaliadas . “Essas reformas devem ser feitas apenas se estiverem em péssimas condições. Do contrário, o que precisar ser mexido deve ficar à cargo de quem for entrar na propriedade."

Luiz Fernando Gambi, diretor de comercialização do SECOVI-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), também é partidário da ideia do “menos é mais”. Ele lembra de um apartamento de 4 quartos, “imóvel caro, metragem alta”, transformado pelos donos em um charmoso e moderno loft. Mais um fracasso, que acabou desvalorizando o apartamento em relação as outras unidades no mesmo prédio. “Fazer reforma que muda o desenho original é desvalorização na certa, além de ter uma velocidade de venda baixíssima”, explica.

Ainda segundo ele, em qualquer reforma, mesmo que seja de uso da família, sem pensar em venda, o dinheiro investido é irrecuperável. “Pode trazer até prejuízo, pois, além dos gastos com a reforma, o próprio imóvel pode valer menos que o que valeria o projeto original." Na opinião dele, sempre haverá perda daquilo que foi investido pois a grande maioria dos compradores de imóveis usados pensa em reformar de acordo com seu gosto pessoal e necessidades específicas. Sob a perspectiva de reformar e recuperar o investimento feito na hora da venda, Gambi é enfático: a atitude tem de ser encarada como despesa jogada fora.

Então como valorizar?

Se ao reformar um imóvel corre-se o risco de perder dinheiro, existem alguns cuidados que, além de contribuir para uma rápida venda, enchem os olhos de quem pode ter a intenção de comprá-lo.

Pompeia explica que tudo o que estiver mal conservado e que pode impressionar possíveis compradores deve e pode ser mexido. Ou seja, no que diz respeito a reformas de cunho estético, pode ser mexido pois é a primeira impressão dos compradores que pode determinar quando o imóvel será vendido e quanto será pago por ele. “Quando compradores percebem azulejos quebrados, por exemplo, já reduz a liquidez do imóvel”, alerta.

Isso acontece com frequência, explica ele, em imóveis antigos, cujos azulejos, por exemplo, são difíceis de encontrar. Neste caso, ele aconselha que se troque tudo se for o caso, pois é melhor fazer a troca antes de que um possível comprador tenha a chance de barganhar o preço pelo qual o bem está sendo oferecido. O mesmo deve ser feito em cômodos como a cozinha, por exemplo. É melhor tirar armários em estado duvidoso, deixando apenas a parede pintada e a pia, que correr o risco de ter de lidar com propostas de compra desagradáveis.

Roseli, que lida com compra e venda de imóveis todos os dias, crê que atualizar pisos, cores e até mesmo banheiros com aspecto ultrapassado são valorização na certa e podem sim render o valor investido. Tudo o que é básico - leia-se pintura, danos aparentes, umidade no teto ou na parede ou piso quebrado, recebem um categórico “faça” por parte da diretora imobiliária.

Gambi cita a utilização de materiais que não exigem manutenção corrente, como um bom piso, de limpeza fácil e aspecto neutro como outros tiros certeiros. Segundo ele, reformas que simplifiquem a manutenção de alguma característica são muito bem vistas pelo mercado. Outro ponto chave são melhorias que dizem respeito à sustentabilidade do imóvel. “Captação de água fluvial para uso e aquecimento solar são benfeitorias”. Nesses casos, ele crê ser perfeitamente possível que o investimento colocado no projeto seja devolvido ao bolso de quem vende o imóvel. 

Fonte: exame.com.br

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

67% dos brasileiros têm renda para comprar um imóvel, diz associação

O percentual deve aumentar por conta de mais dois milhões de moradias previstas na segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida até 2014

Nacional - Nos últimos cinco anos, a abrangência do mercado imobiliário brasileiro passou de 10% para 67% da população, percentual que deve aumentar por conta de mais dois milhões de moradias previstas na segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida até 2014, com foco nas faixas de zero a três salários mínimos.

O dado consta de pesquisa encomendada pela Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário no Rio de Janeiro (Ademi-RJ), a qual, além de dados da entidade, colheu informações junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Getúlio Vargas (FGVB) e os bancos comerciais.

Enquanto, em 2005 – destaca a pesquisa, a renda mensal básica para a compra de um imóvel era de R$ 4,5 mil, com a implantação do Minha Casa, Minha Vida, em 2009, caiu para R$ 1,4 mil, “incluindo 35,7 milhões de famílias na possibilidade de adquirir a casa própria”.

Crescimento do mercado imobiliário no Rio de Janeiro – Para efeito de projetar o mercado, a pesquisa menciona o crescimento de 30% no mercado imobiliário do Rio de Janeiro em 2010. Naquele ano, mais de 19 mil unidades foram lançadas, somente na capital; e ofertados outros 29 mil novos imóveis na Região Metropolitana (RMRJ), incluindo Niterói, São Gonçalo e a Baixada Fluminense.

O Presidente da Ademi-RJ, José Conde Caldas, acredita que em 2011 o número de lançamentos ocorridos no ano anterior deve ser facilmente ultrapassado. “Só no primeiro semestre de 2011 foram lançadas dez mil unidades na cidade do Rio de Janeiro. Acredito que chegaremos a mais de 25 mil novas unidades até o final do ano, somente na capital”, afirma Caldas.

Ainda de acordo com a pesquisa, entre 2009 e 2010 foi registrado um aumento de 25% no Valor Geral de Vendas (VGV) das unidades lançadas na cidade do Rio de Janeiro (em 2009, R$ 3,6 bilhões; em 2010, R$ 4,5 bilhões).

Somando as unidades lançadas na Região Metropolitana, o VGV de 2009 chegou a R$ 5,4 bilhões, e superou os R$ 6,6 bilhões em 2010. No primeiro semestre de 2011, o mercado imobiliário carioca movimentou R$ 2,4 bilhões, e outros R$ 3,3 bilhões na Região Metropolitana, com crescimentos de 62% e 32% sobre o primeiro semestre de 2010, respectivamente, assinala a pesquisa.

Com base no crescimento do setor em 2010, quando os financiamentos imobiliários alcançaram R$ 83,1 bilhões, contra R$ 49,6 bilhões em 2009, a pesquisa da Ademi-RJ projeta que, em âmbito nacional, o mercado imobiliário fechará 2011 com R$ 115 bilhões em crédito concedido para produção e compra de imóveis.

Fonte: exame.com.br

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pechinchar na hora de comprar imóvel pode render desconto de até 6%

Com preços altos e vendas em queda, momento é ideal para tentar obter desconto na compra de imóveis usados

Quem pechinchar na hora de comprar um imóvel usado na cidade de São Paulo pode obter até 6% de desconto, segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).Apesar dos descontos concedidos serem menores do que os praticados no início do ano, eles foram maiores em junho com relação a maio.

"É um bom momento para tentar um desconto na compra, pois os preços estão altos e as vendas estão em queda", explica. "O porcentual de desconto deve estabilizar-se entre 4% e 6% nos próximos meses, o que em um imóvel de R$ 200 mil significa reduções de R$ 8 a R$ 12 mil", diz Viana.

A tendência é que os preços dos imóveis fiquem estáveis ou tenham uma leve queda. "Chegamos no topo da valorização", analisa o professor João da Rocha Lima, do núcleo de real state da Universidade de São Paulo, que analisa o mercado imobiliário.

Levantamento do Creci aponta que os imóveis usados já ficaram 2,3% mais baratos na capital, em média, em junho. Segundo Lima, o mercado de usados é o primeiro a baixar os preços. "O mercado de novos demora mais para fazer o ajuste porque a decisão para uma empresa é mais complexa do que a decisão de um proprietário, que prefere vender do que ficar com o imóvel parado."

Segundo Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice de preços de imóveis Fipe-Zap, a facilidade de compra ainda é grande e pode adiar a baixa de preços (veja matéria ao lado). "O mercado ainda está aquecido, apesar da desaceleração da alta de preços."

Viana recomenda aos compradores verificar se o imóvel está à venda há mais de quatro meses ou está sendo vendido por diversas imobiliárias, o que pode indicar que os vendedores estão mais suscetíveis a negociação. Ele também indica verificar qual a razão da venda do imóvel. "Quem está atrás de dinheiro rápido está mais aberto a conceder descontos."

Há um mês a gerente de projetos Barthyra Garcia Fernandes Sorokin, 29 anos, resolveu comprar um apartamento usado no Cambuci, pelo qual conseguiu 2,5% de desconto. "Fiz uma pesquisa de preço entre apartamentos à venda no mesmo prédio e argumentei que o preço era alto. Acabei conseguindo um abatimento porque o proprietário tinha urgência em vender e dei uma entrada de 50% do valor."

Mas encontrar o apartamento não foi fácil. Barthyra pesquisou imóveis por dez meses. "Tive que abrir mão da localização. Os preços estão muito altos, mas engravidei e precisei comprar um imóvel maior para ter um quarto para minha filha. Aluguel não estava sendo vantajoso: pagava o mesmo valor da prestação."

Aluguel

Quem procura imóveis para alugar encontra negociações mais difíceis devido ao aumento da procura e valorização dos imóveis. Segundo a pesquisa do Creci, de maio para junho os descontos concedidos foram, em geral, menores, e variaram de 6% a 9,5%.

"Antes era comum os proprietários repassarem apenas 50% do reajuste do IGPM. Hoje repassam a totalidade do valor aos locatários mais uma porcentagem, o que pode significar no mínimo 15% a mais. Muitos locatários acabam optando por imóveis de outro tipo, mais compatíveis com o bolso", diz
Márcia Regina Vavassori, gerente de locação administrativa e comercial da Lello.

Fonte: estadao.com.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Exploração imobiliária pode tornar aeroportos rentáveis

SÃO PAULO - A exploração imobiliária nos aeroportos pode ser a saída para tornar o processo de concessão atraente para o setor privado, já que o governo quer garantir que as tarifas não subam após a privatização. "Como o ministro anunciou que o governo não pretende alterar as tarifas de serviços (dos aeroportos), precisamos considerar as tarifas atuais, comparar essa receita com os investimentos que serão feitos e ver que modelos a mais de gestão do empreendimento podem ser atrelados ao negócio, como por exemplo, a questão imobiliária. Em muitos países, boa parte da receita se dá por uma criativa exploração imobiliária no entorno dos aeroportos, como hotéis", afirmou hoje Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib).

Nesta segunda-feira, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, reuniu-se com empresários na sede da Abdib, em São Paulo, para discutir o modelo de privatização que será adotado para o setor aéreo brasileiro. "Já marcamos uma nova reunião para o próximo dia 12. O objetivo é continuarmos discutindo o modelo de concessão, esclarecer a modelagem que estamos elaborando e também colher sugestões", afirmou Bittencourt ao final do encontro.

Segundo o presidente da Abdib, Bittencourt disse que, para estimular a competição, o investidor privado no aeroporto de Guarulhos não poderá ser o mesmo que em Viracopos, em Campinas, já que ambos ficam no Estado de São Paulo. Na última sexta-feira, o ministro anunciou que a licitação para a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília será realizada até 22 de dezembro e que a gestão dos aeroportos será entregue aos concessionários até fevereiro de 2012. O edital de concessão desses aeroportos será publicado em novembro.

Fonte: estadao.com.br